"Paraíso" (2016), de Andrei Konchalovsky



O filme "Paraíso" se passa durante a Segunda Guerra Mundial, e é centrado em três personagens, cujos caminhos neste período se cruzam em momentos diferentes. Uma aristocrata russa imigrante na França, membra da Resistência e que cuida de duas crianças judias; um francês colaborador da Gestapo no combate à Resistência; e um jovem oficial da SS germânica, de alta patente.

Narrado de forma semi-documental por estes três personagens, e apelando para a conjuntura sofrida e de alto teor emocional, Konchalovsky cria um filme com eixo autoral e uma pegada que, para alguns, claramente cola nos júris de festivais de cinema pelo tema e sua importância, mas quando se enxerga todo o contexto narrativo junto com a mensagem a ser passada, que surpreende e emociona pelos belíssimos planos finais, o filme ganha muito peso.

A fotografia toda em preto e branco, mais a singela trilha instrumental que acompanha algumas passagens, agrega bastante ao clima triste que reserva sua beleza peculiar, ou como um dos personagens diz em certa parte do filme, só podemos enxergar o paraíso se tivermos o inferno instalado bem perto de nós - e que casa muito bem com o título dado ao filme. Nota 8,5

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Dois Dias, Uma Noite" (2014), dos Irmãos Dardenne